sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Discurso sobre o nada


Mais novo processo criativo da artista que vos fala...

Primeira coreografia de minha autoria...

Até fevereiro...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Sobre cachinhos e sorrisos

Ela me ama!

Não será pelo sangue?
(ela não sabe)
Não será por todo o leite jorrado?
(ela não lembra)
Não será pelas intermináveis noites não dormidas?
(ela nem sonha!)
Não será por todos os curativos?
(só restaram as cicatrizes)
Não será pelas broncas com e sem motivo aparente?
(ela entenderá)
Não será pelas histórias sem fim inventadas?
(ela sempre dorme)
Não será por toda roupa lavada?
(ela nem liga)
Não será por todo lanchinho preparado?
(ela simplesmente os devora)

Deve ser porque ela sente (não sabe) que poderá sempre contar comigo.
Apesar dos pesares.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

soMENTEso

Há um vazio que nunca cessa.
Não tem endereço certo no universo da minha alma.
Não tem abrigo certo.
Está em todo o meu ser.
No peito estraçalhado
Nos membros inertes
No pensamento distante.
Na fala contida
E também nos pés descalços.
Está no silêncio do meu corpo
Que diz não querer estar aqui.
Nem ali
Ou em qualquer lugar.
Deseja suspender-se do tempo no espaço.
Só.
E só.
Mas ainda assim ele canta (baixinho)
E para si mesmo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Meu corpo

Meu país está doente. Deixou que levassem suas forças. Como pude permitir? Agora suporto as conseqüências desse ato impensado.
Ele arde. Ele queima. Derrete meus pensamentos e ideais. Transforma-os numa liga qualquer. Quando passar – se é que vai passar – moldá-lo-ei à imagem de quê?
Não queria tanta dor, entretanto assumo sua necessidade no tocante à elevação do espírito, ainda que à força. Aí consiste sua importância.
Meu país.
O único lugar no qual eu sou sempre.
Nunca estarei em exílio nem sozinho enquanto nele estiver.
Com (ou sem) dor.
Com (ou sem)alegrias.
Com (ou sem) companhia.
Meu corpo é meu país!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

SoloAmente

Um grão de areia na vastidão do deserto.
Uma estrela há anos luz.
O orvalho de uma manhã qualquer.
Um sol...
A guiar, onipotente e solitário, vidas
Sabendo que virão e irão
(E um dia ele também)
Mas sem saber porque.