quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

NÃO-AMOR

Que lindo fruto de seres!

Mas minha beleza se foi...

Eu a expulsei, ou pelo menos, tentei.

Por meu martírio

Cansei do brilho e da excitação

Do frio , do calor, das borboletas

E de tudo mais que me lembrar o amor.

A brisa, a chuva, o sol

Não mais me lembrarão teu ser.

Não mais te verei em todas as esquinas

Como quem espera a salvação.

Te terei então como o sangue

Que corre e escorre

Que sempre vai...

Mas ainda assim permanece (porque se refaz)

Intacto.



Assim não haverá mais saudade

Tampouco desejo ou ternura.

Só tua verdade gravada em mim

E por isso vontade de não amar.



Mas ao acordar de um pesadelo (para outro)

Sinto falta e te busco incessantemente.

No lago vermelho ao meu redor

Não tem tua face

Tampouco teu cheiro

E menos ainda tua voz.

De ti só há ausência.

E de mim quase nada do muito que sou

(Quando contigo).

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