sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

...artista...

Ser artista pressupõe pesquisa, descobertas. De que adianta dizer exatamente igual ao que já se sabe? Há que tirar do (i)cognoscível aspectos novos, novos sentidos, novas conexões, relações...
Por que sou artista?
Porque pela arte posso cuspir absolutamente tudo o que penso, sinto e sou.
Desde a beleza até o horror...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Passeio público

Porque é também através de teus braços que a paz vem me visitar
Bem como a calma que me invade vem do teu olhar.
Teus lúcidos dedos a passear sobre minha pele e minhas mãos que tanto repetes gostar
Trazem calafrios, arrepios, desafios:
De querê-los, de querer-te, de desejar-te cada vez e sempre mais.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

01:39

Não sei dizer como a dor entrou...
Talvez por inspiração, no teu cheiro.
Ou por teu beijo ardente.
Em verdade agora sou sua hospedeira.
Perfeita.
Eleita.
Mais uma para ser sua.
Completamente sua.
Sei que fui eu quem a convidou.
Se a mim faltava alguma coisa, achei?
Procurei-a a todo custo...
Em teu ar
Em tua saliva
Em teu fogo
E encontrei em tua carne.
Viva e fatal.
Se agora peço que se vá
Não sai, pois diz:
Por que me quisestes?
Acaso te pedi pra ficar?
Não conseguirás me expulsar!
Na tentativa de libertação da tua redoma desejada
Tento ignorar
Finjo esquecer
Juro não te amar.
E em meu magnífico fracasso
Corro em busca de um diamante
Que possa tomar lugar no meu peito vazio
Para quando eu arrancar
Com minhas mãos
A dor que é meu próprio coração.
Assim nada mais o atingirá.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

NÃO-AMOR

Que lindo fruto de seres!

Mas minha beleza se foi...

Eu a expulsei, ou pelo menos, tentei.

Por meu martírio

Cansei do brilho e da excitação

Do frio , do calor, das borboletas

E de tudo mais que me lembrar o amor.

A brisa, a chuva, o sol

Não mais me lembrarão teu ser.

Não mais te verei em todas as esquinas

Como quem espera a salvação.

Te terei então como o sangue

Que corre e escorre

Que sempre vai...

Mas ainda assim permanece (porque se refaz)

Intacto.



Assim não haverá mais saudade

Tampouco desejo ou ternura.

Só tua verdade gravada em mim

E por isso vontade de não amar.



Mas ao acordar de um pesadelo (para outro)

Sinto falta e te busco incessantemente.

No lago vermelho ao meu redor

Não tem tua face

Tampouco teu cheiro

E menos ainda tua voz.

De ti só há ausência.

E de mim quase nada do muito que sou

(Quando contigo).

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Só eu sei...

Resta um minuto
Antes que a solidão me encontre
E acorrente.
Em breve saberei o que é te perder.
Mas deixa-me sentir
A última respiração
O último beijo
Tua pele e teu sussurro
A última vez.
Guardarei numa gaveta de mim
Que só eu sei.