quinta-feira, 5 de novembro de 2009

FALSO ESPELHO

Acaso pareço o quê?

Não me reconheço em nada do que vejo...

Não vejo nada
Tudo a minha frente é nevoeiro
Névoa escura transparente...

No avesso do espelho vago
Feito alma enclausurada
Como espírito algemado
Em si mesmo (o que pior)

As sombras tentam me libertar mas...
Se perdem em meio a minha escuridão.

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