quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sou pessoa que quer se calar. Entretanto grito por tudo que posso gritar. Pelos cabelos ao vento. Pelos olhos lavados. Pela boca que beija a si mesma e só. Pelos braços e pernas ao se debaterem em seu frenesi impetuoso e inconstante.

Mas quando tudo isso não basta corro às palavras, que também correm de mim. Principalmente aquelas rebuscadas. Sobra-me o comum, como eu.

Queria profundamente que elas se transformassem em pedaços, partes de mim, que dissessem-se através de minhas células todas.

Porém quando elas se chegam e me invadem não consigo prosseguir.

Entorpeço-me.

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